L A M E N T O
Num barraco três por quatro
Todo erguido em madeira
Moravam ali
Um amigo e sua companheira
Cercado de casinhas humildes
Um quintal de chão batido
Crianças correndo brincando
De pezinho no chão
E corpinho semi-vestido
A pobreza é notória
Mas a amizade impera
Todas as dificuldades
As privações de uma vida modesta
A união supera
Ser pobre é sinônimo de abandono
Escravo da burguesia corrompida
Uma casta soberba voraz
Que só se satisfaz
Quando a humanidade está despida
O abastado é unido
Mas na pobreza também há união
Basta um pedir ajuda
E todos dão as mãos
Naquele cantinho aconchegante
A inspiração é a do momento
A necessidade e a miséria
Transformou em verso um lamento
É o lamento de ver a humanidade
Subjugada a miserabilidade
MR.
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